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Pediatria

Osteopatia pediátrica: quando pode ser considerada e o que diz a evidência

Osteopata a realizar uma avaliação manual a um bebé na presença da mãe.

Os bebés e as crianças estão em constante desenvolvimento, pelo que uma avaliação nesta fase deve ter em conta a idade, o desenvolvimento, a mobilidade e as características individuais de cada criança.

A osteopatia pediátrica utiliza uma abordagem manual adaptada à idade e às características de cada criança. No entanto, quando falamos de saúde pediátrica, é importante distinguir aquilo que pode ser considerado numa avaliação clínica daquilo que está efetivamente demonstrado pela investigação científica.

Neste artigo, explicamos em que situações uma avaliação pode ser considerada, quais são alguns dos motivos musculoesqueléticos mais frequentes e o que sabemos atualmente sobre a evidência científica.

Em que situações pode ser procurada uma avaliação?

Existem situações em que os pais procuram uma avaliação para compreender melhor aquilo que observam no seu bebé ou criança. Entre os motivos mais frequentes encontram-se:

  • assimetrias posturais;
  • preferência persistente por determinada posição;
  • limitações de mobilidade;
  • alterações musculoesqueléticas;
  • torcicolo muscular;
  • algumas assimetrias posicionais da cabeça;
  • desconfortos relacionados com movimento ou posicionamento;
  • dúvidas dos pais relacionadas com mobilidade ou desenvolvimento motor.

Mencionar estas situações não significa afirmar que a osteopatia as trata, nem que constitui uma abordagem de primeira linha. Muitas destas apresentações podem justificar, antes de tudo, avaliação por pediatra, fisioterapeuta ou outro profissional de saúde, dependendo do quadro clínico.

O objetivo de uma avaliação é compreender a situação apresentada e ajudar a decidir os passos seguintes, incluindo o encaminhamento quando este é o mais adequado.

Quando é importante procurar primeiro avaliação médica?

Há situações em que a avaliação médica ou pediátrica deve ser a primeira opção. Entre outras:

  • febre ou doença aguda;
  • traumatismo significativo;
  • perda de competências previamente adquiridas;
  • alterações neurológicas;
  • fraqueza significativa;
  • dificuldade respiratória;
  • dificuldade alimentar importante;
  • vómitos persistentes;
  • alterações importantes do estado geral;
  • dor intensa ou inexplicada;
  • qualquer situação que preocupe significativamente os pais.

Esta lista é informativa e não permite qualquer diagnóstico à distância. A osteopatia não substitui o acompanhamento pediátrico ou médico.

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